\r\n Estimativas apontam para um défice entre 150 e 200 mil habitações.\r\n Com uma produção anual de cerca de 28 000 novas casas — face aos mais de\r\n 100 000 registados há duas décadas — e um índice de preços residenciais em\r\n forte subida, o país enfrenta um cenário em que a capacidade construtiva está\r\n próxima do limite.\r\n
\r\n\r\nRitmo de construção e desafios do setor
\r\n\r\n O ritmo atual de construção é insuficiente para suprir o défice habitacional.\r\n Seriam necessários 5 a 6 anos para colmatar 150 mil casas e\r\n 7 a 8 anos para 200 mil, assumindo a manutenção do volume atual\r\n de produção. A escassez de mão-de-obra, a burocracia e os custos fiscais dificultam\r\n este objetivo.\r\n
\r\n\r\nMedidas governamentais e limitações
\r\n\r\n Entre as medidas anunciadas destacam-se a redução do IVA para 6%\r\n em habitação até 648 mil euros e rendas até 2.300 euros, bem como a simplificação\r\n dos licenciamentos. Contudo, a sua aplicação depende de aprovação europeia e de\r\n maior articulação entre entidades públicas.\r\n
\r\n\r\nTendência dos preços
\r\n\r\n O índice de preços residenciais atingiu cerca de 258 pontos no\r\n segundo trimestre de 2025, com uma subida anual aproximada de 17%.\r\n O preço médio por metro quadrado situa-se entre €2.600 e €2.700,\r\n com valores mais elevados nas principais áreas metropolitanas e no Algarve.\r\n
\r\n\r\nPolítica de choque e medidas estruturais
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- Colocação no mercado do parque habitacional existente \r\n
- Uniformização de regras urbanísticas \r\n
- Estabilidade fiscal e legislativa \r\n
- Reforço da qualificação da mão-de-obra \r\n
Comentário de Serafim Cunha Leal
\r\n\r\n “O mercado imobiliário português enfrenta um desequilíbrio estrutural entre\r\n procura e oferta. Sem planeamento estratégico e previsibilidade legislativa,\r\n os preços continuarão a refletir escassez e não valor real.”\r\n
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